Compreender a nossa história ajuda-nos a perceber aquilo que aprendemos, aquilo que repetimos e aquilo que queremos transformar.
Nem sempre fomos ensinados a falar das emoções. Criar espaço para as reconhecer é também uma forma de cuidar da saúde psicológica.
Nem tudo o que recebemos das gerações anteriores precisa de continuar. Podemos preservar os nossos valores e, ao mesmo tempo, construir formas mais saudáveis de viver e de nos relacionarmos.
Cuidar de nós não significa abandonar as nossas raízes. Significa conhecê-las, valorizá-las e escolher conscientemente o caminho que queremos construir.
Ainda criança, viveu a perda do pai num acidente. Uma experiência marcante que, ao longo do seu crescimento, contribuiu para uma compreensão muito particular sobre a fragilidade e o valor da vida. Aprendeu que nem tudo pode ser resolvido através dos bens materiais e que a presença, os vínculos, o cuidado e aquilo que construímos emocionalmente com os outros têm um valor que não se substitui.
Concluiu o ensino secundário em Cabo Verde e, em 2009, partiu para Portugal para prosseguir os estudos. Licenciou-se em Psicologia pela Universidade Católica Portuguesa e concluiu, em 2015, o Mestrado em Psicologia da Justiça.
O seu percurso profissional passou por diferentes contextos e populações. Desenvolveu experiência na área do apoio à vítima, em contextos de vulnerabilidade, intervenção psicossocial, educação e relações humanas. Em Cabo Verde, foi também docente universitária, tendo lecionado a unidade curricular de Psicologia das Relações Interpessoais.
O seu percurso entre Cabo Verde, Portugal e, mais tarde, Luxemburgo permitiu-lhe conhecer não apenas pela formação, mas também pela própria experiência, os desafios da migração, da adaptação, da pertença e da construção de uma identidade entre diferentes culturas.
No Luxemburgo, continuou a investir na sua formação, incluindo o EU-PROMENS – Programa Europeu em Saúde Mental, formação de nível básico e avançado (2025–2026), bem como formação na área da transculturalidade. É membro da Société Luxembourgeoise de Psychologie (SLP).
Promover a saúde mental e o bem-estar psicológico da comunidade lusófona através de uma intervenção ética, cientificamente fundamentada e culturalmente sensível. A Alma Viva Psy procura aproximar a Psicologia das pessoas, reduzir o estigma associado ao pedido de ajuda e desenvolver respostas de prevenção, sensibilização e intervenção comunitária.
Ser uma referência na promoção da saúde mental junto da comunidade lusófona no Luxemburgo, reconhecida pela qualidade da intervenção, pela proximidade humana, pela valorização da língua materna e pela capacidade de trabalhar em parceria com famílias, profissionais e instituições.
Psicóloga
Partimos de uma avaliação cuidadosa das necessidades de cada pessoa, família, grupo ou organização.
A partir dessa compreensão, definimos objetivos claros e um plano de intervenção ajustado a cada realidade, recorrendo a estratégias psicológicas e práticas que promovem consciência, autonomia e mudanças possíveis.
Na Alma Viva Psy, cada pessoa é acolhida na sua história, na sua cultura e na sua realidade. Estes testemunhos partilham, pelas palavras de quem viveu o acompanhamento, um pouco desse percurso de descoberta, mudança e reconstrução.